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Como saber minha cartela de cores? O que realmente revela quais cores funcionam em você

1 de set.
5 min de leitura

Atualizado: 8 de set.


como saber minha cartela de cores

Como saber minha cartela de cores? Essa costuma ser uma das primeiras perguntas de quem começa a conhecer a coloração pessoal e também uma das que mais levam a testes, filtros, aplicativos e tentativas de descobrir a resposta olhando para uma fotografia.


Talvez você já tenha feito isso: observou a cor das veias, comparou dourado e prata, tentou decidir se sua pele é quente ou fria, pesquisou características das estações e encontrou uma cartela com cores que parecem combinar com você. O problema é que gostar das cores de uma cartela não significa necessariamente pertencer a ela.


Descobrir sua cartela de cores envolve comparação, técnica e qualificação para isso. E entender essa diferença ajuda bastante a não transformar a coloração pessoal em um jogo de adivinhação.



O que é uma cartela de cores?


A cartela de cores é uma representação das características identificadas durante uma análise de coloração pessoal. Ela reúne cores que conversam com determinadas características naturais da pessoa e funciona como uma referência para escolhas no dia a dia.


Mas existe uma inversão bastante comum quando começamos a pesquisar o assunto pela internet: primeiro encontramos as cartelas, depois olhamos para suas cores e então tentamos descobrir em qual delas nos encaixamos. Na análise, o caminho acontece de outra maneira.


Primeiro observamos a pessoa. Depois chegamos à cartela.


Essa diferença parece pequena, mas muda bastante o processo.



Então, como saber minha cartela de cores?


Para saber sua cartela de cores, é preciso observar como diferentes características das cores interagem com a sua pele. No Método Sazonal Expandido, que utilizo no meu trabalho, essa avaliação é feita presencialmente por meio da comparação de tecidos específicos próximos ao rosto.


Não estamos procurando simplesmente uma cor que fique bonita, Estamos comparando respostas. Quando uma característica muda, o que acontece com a pele? O rosto parece mais uniforme? As sombras ficam mais evidentes? A cor ganha protagonismo demais? Existe equilíbrio entre a pessoa e aquilo que ela está vestindo? É a repetição dessas comparações que fornece informações para chegar à cartela de coloração pessoal.



Por que é tão difícil descobrir a cartela apenas olhando para si mesma?


Porque nosso olhar já está acostumado conosco. Estamos habituados à nossa cor de cabelo, às roupas que usamos, à maquiagem que preferimos e até às cores que ouvimos durante anos que “ficam bem” em nós. Preferência e hábito acabam entrando nessa avaliação.


Se você ama cores escuras, por exemplo, é muito fácil se identificar com uma cartela cheia delas.

Se prefere tons delicados e claros, outra cartela pode parecer imediatamente mais atraente. Mas identificação estética não é a mesma coisa que análise de coloração pessoal.


A pergunta não é: “De qual cartela eu gosto mais?” É: “Quais características das cores apresentam as respostas mais interessantes quando comparadas na minha pele?” E para responder isso precisamos comparar, não apenas olhar.



E aqueles testes para descobrir se a pele é quente ou fria?


Talvez você já tenha encontrado alguns deles: cor das veias, dourado ou prata, pele que bronzeia ou fica vermelha, cor natural dos cabelos e dos olhos. Essas observações podem despertar curiosidade e ajudar você a começar a prestar mais atenção às cores, Mas não deveriam ser usadas isoladamente para determinar uma cartela de cores.


Uma pessoa é formada por mais características do que uma única resposta consegue representar e é justamente por isso que a comparação durante a análise é tão importante. E temperatura é apenas uma das questões que podem surgir nesse processo.



Posso descobrir minha cartela de cores por uma foto?


A fotografia parece uma solução simples: você coloca uma imagem em um aplicativo, compara algumas cores ao redor do rosto e recebe uma possível classificação.


Mas a câmera já fez algumas escolhas antes de você começar a análise.


Iluminação, balanço de branco, exposição, câmera utilizada, tela em que a fotografia está sendo visualizada e até filtros podem modificar a percepção das cores. Isso não significa que uma fotografia seja inútil para observar imagem, significa que existe diferença entre fazer uma observação visual e determinar tecnicamente uma cartela de coloração pessoal.


Descobri minha cartela. E agora?


Essa talvez seja uma pergunta ainda mais importante do que “como saber minha cartela de cores?”


Porque descobrir o nome da cartela é apenas o começo, a informação começa a ganhar valor quando entra na vida real. Na próxima vez que você encontrar duas blusas semelhantes, por exemplo, pode começar a perceber diferenças entre os tons que antes passariam despercebidas.


Na maquiagem, pode entender melhor algumas escolhas.


Na hora de mudar o cabelo, ganha mais uma informação para considerar.


E, dentro do guarda-roupa, começa a perceber novas possibilidades de combinação.


A cartela não deveria ser algo para guardar na bolsa e consultar com medo de escolher uma cor “errada”, ela deveria facilitar decisões.


Minha cartela precisa combinar com meu estilo?


Aqui existe uma diferença importante: Coloração pessoal e estilo não são a mesma coisa. A cartela fala sobre características das cores, o estilo envolve identidade, preferências, repertório, rotina e a maneira como você deseja se apresentar.


É perfeitamente possível, portanto, receber uma cartela e perceber que algumas de suas cores favoritas não estão entre as principais referências dela e isso não invalida seu gosto. Também não significa que seu guarda-roupa precisa ser substituído.


A partir daí entra estratégia: entender onde usar determinadas cores, como combiná-las e como fazer a cartela conversar com a imagem que você realmente deseja construir.


Preciso usar todas as cores da minha cartela?


Também não.


Uma cartela de cores apresenta possibilidades, não uma lista de compras. Você provavelmente vai gostar muito de algumas cores, usar outras ocasionalmente e talvez não se identificar com determinadas tonalidades e isso é absolutamente possível.


Seu guarda-roupa precisa continuar fazendo sentido para sua rotina, seu estilo e sua intenção de imagem. A coloração acrescenta informação a essas escolhas e não deveria substituir todos os outros critérios.


Mais importante do que saber o nome da sua cartela


É natural querer chegar ao final de uma análise e finalmente descobrir: “Qual é a minha?” Mas talvez exista uma pergunta melhor para levar com você: “O que eu consigo fazer com essa informação?”


Porque saber sua cartela de cores é interessante. Entender por que determinadas características funcionam, reconhecer essas diferenças fora da cartela e conseguir levar esse conhecimento para as escolhas reais do seu guarda-roupa é muito mais útil. No fim, a melhor cartela não é aquela que você consegue decorar: é aquela que você aprende a usar.


Quer descobrir sua cartela de cores?

Na análise de coloração pessoal, identificamos como as diferentes características das cores interagem com você e transformamos esse resultado em orientações que podem ser aplicadas às suas escolhas.


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