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A cor do seu cabelo pode estar apagando você e não é porque ela é feia

8 de set.
5 min de leitura

qual cor de cabelo combina comigo

Você já pintou o cabelo, gostou da cor na foto de referência, gostou do resultado no salão… mas, quando olhou para o conjunto, sentiu que alguma coisa não funcionou? Talvez o cabelo tenha ficado bonito, mas você não se sentiu tão bonita com ele.


Nem toda cor bonita é necessariamente uma cor que valoriza as nossas características naturais. E é justamente aí que a coloração pessoal pode ajudar a entender qual cor de cabelo combina comigo.


Não para criar regras sobre o que você pode ou não pode usar, mas para tornar uma mudança tão importante mais consciente.



A cor do cabelo interfere tanto assim?


Interfere bastante porque o cabelo está permanentemente próximo ao rosto. Imagine duas blusas: uma azul e outra laranja. Você veste uma, observa o efeito e pode simplesmente trocar pela outra. Com o cabelo é diferente.


Aquela cor estará ao redor do seu rosto no trabalho, nas fotografias, sem maquiagem, com maquiagem e praticamente todos os dias.


Por isso, quando a temperatura, a profundidade ou a intensidade do cabelo ficam muito distantes das características naturais da pessoa, podemos perceber efeitos como pele aparentemente mais amarelada, avermelhada, pálida ou com sombras mais evidentes.


E aqui existe uma distinção importante: não significa que aquela cor esteja proibida para você.

Significa apenas que ela produz determinado efeito na sua imagem.



Então, qual cor de cabelo combina comigo?


Antes de escolher entre loiro, castanho, preto ou ruivo, existe uma pergunta mais interessante:

Que tipo de loiro? Que castanho? Que ruivo? Porque existem versões quentes e frias, claras e profundas, intensas e suaves de praticamente todas essas cores.


É por isso que olhar apenas para uma fotografia e dizer “quero esse cabelo” nem sempre produz o resultado que esperamos.


Na análise de coloração pessoal, observamos como diferentes características das cores interagem com a pele e com o conjunto da aparência.


Entre elas estão temperatura, profundidade, intensidade e contraste. E essas informações também podem orientar a escolha do cabelo.



Pele quente significa cabelo quente?


Não é tão simples quanto parece e esse é um dos motivos pelos quais testes rápidos da internet podem confundir. De maneira geral, tonalidades quentes apresentam reflexos mais dourados, acobreados, mel ou avermelhados.


Nas tonalidades frias encontramos reflexos acinzentados, perolados, azulados ou mais neutros.

Mas temperatura não é a única informação que importa.


Uma pessoa pode precisar de cores quentes, mas não necessariamente de um cabelo extremamente dourado. Outra pode harmonizar com temperaturas frias, mas perder força visual ao clarear excessivamente os fios.


Por isso precisamos observar o conjunto.



E o contraste também importa


Pense em alguém com pele clara, sobrancelhas marcadas e cabelo naturalmente bastante escuro.

Existe uma diferença perceptível entre essas cores.


Ao clarear muito o cabelo, essa pessoa pode diminuir significativamente seu contraste natural. Agora imagine alguém cuja pele, olhos, sobrancelhas e cabelo possuem tonalidades próximas. Escurecer radicalmente os fios pode criar um contraste que antes não existia.


Nenhuma dessas escolhas é necessariamente errada, mas elas mudam a leitura da imagem.

É justamente por isso que gosto de tratar coloração pessoal como estratégia, e não como uma lista de proibições.


Cabelos para Primavera, Verão, Outono e Inverno


Como ponto de partida, podemos pensar nas quatro grandes famílias da coloração pessoal.


Primavera


A família Primavera apresenta características predominantemente quentes e luminosas.

Por isso, cabelos com luminosidade e reflexos quentes costumam conversar melhor com essa característica.


Podemos encontrar possibilidades como:

  • loiros dourados;

  • mel;

  • caramelo;

  • castanhos iluminados;

  • acobreados mais luminosos.


O cuidado está principalmente em não tornar o cabelo excessivamente pesado ou acinzentado quando isso elimina justamente a luminosidade presente na aparência.


Verão


A família Verão tende a apresentar uma beleza mais fria e suave. Aqui entram possibilidades como:

  • loiros beges frios;

  • loiros acinzentados;

  • castanhos frios;

  • marrons suaves;

  • iluminações menos douradas e mais delicadas.


Um cabelo muito quente ou excessivamente intenso pode acabar aparecendo antes da própria pessoa.


Outono


No Outono encontramos calor, profundidade e uma riqueza maior de tons terrosos. Por isso, essa família costuma conversar muito bem com possibilidades como:

  • chocolate;

  • castanho quente;

  • caramelo;

  • cobre;

  • ruivos;

  • marrons dourados.


Mas existe uma diferença importante entre as cartelas dentro da própria família. Um Outono Escuro, por exemplo, comporta uma profundidade diferente de outras variações.


Inverno


A família Inverno combina frieza e maior intensidade, embora as características específicas também mudem conforme a cartela. Entre as possibilidades estão:

  • castanhos frios;

  • café;

  • espresso;

  • preto;

  • tons profundos sem excesso de dourado;

  • algumas propostas frias e intensas.


O ponto de atenção costuma estar nos tons excessivamente amarelados ou apagados, que podem entrar em conflito com a intensidade natural da aparência.


Mas preciso pintar exatamente da cor indicada pela cartela?


Não. E talvez essa seja uma das partes mais importantes deste conteúdo. Sua cartela não precisa limitar sua imagem, ela precisa ajudá-la a compreender suas escolhas.


Se você ama determinado cabelo e ele não corresponde exatamente às características da sua coloração, isso não significa que precisa abandoná-lo.


Podemos trabalhar estrategicamente com nuances, mechas, raiz, profundidade, maquiagem, acessórios e até com as cores utilizadas próximas ao rosto. A diferença é que agora existe consciência sobre o efeito daquela escolha.


Antes de comprar uma tinta, observe isto


A fotografia da frente da caixa é uma referência visual, mas não deveria ser o único critério para escolher uma coloração. Duas tintas descritas simplesmente como “loiro”, por exemplo, podem produzir percepções completamente diferentes porque possuem reflexos diferentes.


Por isso, procure observar:


1. A temperatura da tonalidade

Ela tende para o dourado, cobre, vermelho, cinza, pérola ou outro reflexo?


2. A profundidade

Quanto você pretende se afastar da profundidade natural do seu cabelo?


3. Seu contraste

A nova cor aumentará ou reduzirá muito a diferença entre cabelo, pele, olhos e sobrancelhas?


4. O resultado possível no seu cabelo atual

A mesma coloração não produz necessariamente o mesmo resultado em todas as bases.


E, principalmente quando existe uma mudança significativa de cor, vale conversar com um profissional de cabelo antes de fazer o procedimento.


Ainda não sabe qual é a sua cartela?


Então eu não começaria pela tinta, Começaria entendendo as suas próprias características. Você também pode ler:



Esses conteúdos ajudam a entender por que uma mesma cor pode produzir resultados completamente diferentes de uma pessoa para outra.


Quer descobrir quais cores realmente funcionam para você?


Na Análise de Coloração Pessoal, identificamos as características das cores que mais harmonizam com a sua aparência e transformamos essas informações em orientações que você consegue usar no dia a dia: nas roupas, acessórios, maquiagem e também como referência para decisões relacionadas ao cabelo.


Se você chegou até aqui porque está pensando em mudar a cor dos fios e quer entender primeiro a sua coloração, fale comigo pelo WhatsApp.


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