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Coloração pessoal: por que algumas cores ficam incríveis em você e outras não funcionam?

1 de set.
6 min de leitura

Atualizado: 8 de set.


coloração pessoal

A coloração pessoal ajuda a explicar uma situação bastante comum: você encontra uma roupa em uma cor linda, gosta dela no cabide ou vê alguém usando e, quando experimenta, sente que em você o resultado simplesmente não é o mesmo.


A peça pode vestir bem, a cor pode ser bonita, talvez esteja até entre as tendências do momento. Ainda assim, quando ela se aproxima do rosto, alguma coisa parece mudar. Em outros momentos, acontece exatamente o contrário.


Você veste determinada cor e parece que precisou fazer muito pouco: o rosto ganha presença, a pele parece mais uniforme e existe uma sensação de harmonia que nem sempre conseguimos explicar de imediato.


Não significa que uma cor seja bonita e a outra, feia. A diferença está na maneira como cada uma delas interage com as suas características naturais. É justamente essa relação que a análise de coloração pessoal procura compreender.



O que é coloração pessoal?


A coloração pessoal é uma análise que observa como diferentes características das cores se comportam quando estão próximas ao rosto. E isso vai muito além de descobrir se você fica bem de azul, vermelho, verde ou amarelo.


Pense em quantos tons de azul existem.


Um pode parecer extremamente suave. Outro, vibrante. Alguns são muito claros; outros, bastante escuros. Mesmo pertencendo à mesma família, eles não produzem necessariamente o mesmo resultado quando colocados próximos à pele. É por isso que aquela frase aparentemente simples: “Azul fica ótimo em mim” não conta a história inteira.


Talvez determinados azuis realmente funcionem muito bem. Outros, nem tanto. A coloração pessoal ajuda justamente a entender essas diferenças.



Por que algumas cores parecem funcionar melhor do que outras?


As cores não existem isoladamente quando nos vestimos, elas aparecem próximas da pele, dos olhos e dos cabelos e passam a fazer parte de uma composição visual. Por isso, quando mudamos a cor próxima ao rosto, podemos mudar também a maneira como percebemos esse rosto.


Talvez você já tenha experimentado uma blusa e pensado: “Estou com uma aparência cansada hoje.” E depois, ao trocar de roupa, essa impressão diminuiu, ou percebeu que determinada cor parece evidenciar mais olheiras, manchas ou sombras enquanto outra deixa a aparência aparentemente mais equilibrada.


É esse tipo de reação que começa a ser observado durante uma análise: não estamos tentando encontrar a cor mais bonita, estamos tentando entender como aquela cor se comporta em você. E essa diferença é fundamental.



Como funciona uma análise de coloração pessoal?


Existem diferentes métodos de análise de coloração pessoal. No meu trabalho, utilizo o Método Sazonal Expandido, da Studio Immagine, em uma análise realizada presencialmente. Durante o processo, diferentes tecidos são posicionados próximos ao rosto e comparados para que seja possível observar a reação da pele diante das características das cores. Essa comparação é importante.


Nosso olhar se acostuma rapidamente com aquilo que está vendo. Quando colocamos diferentes possibilidades lado a lado, algumas diferenças que passariam despercebidas começam a ficar mais claras.


Ao longo da análise são observadas características específicas das cores e também o contraste pessoal. É a combinação dessas informações que permite chegar à cartela de cores.


Mas existe um ponto importante aqui.


A análise não deveria ser simplesmente uma corrida para descobrir o nome da sua cartela.

O mais interessante vem depois: entender o que fazer com essa informação.



O que você descobre com a coloração pessoal?


Ao final de uma análise de coloração pessoal, você passa a compreender melhor quais características das cores tendem a criar maior harmonia quando estão próximas ao seu rosto e a cartela funciona como uma referência visual dessas informações. Mas gosto de pensar que o resultado mais importante não é simplesmente sair sabendo o nome de uma cartela:

é começar a enxergar as cores de outra maneira.


Aquele vermelho que antes era apenas vermelho começa a apresentar diferenças. Aquele bege que parecia neutro pode não se comportar como outro bege. Você começa a perceber por que duas peças aparentemente semelhantes produzem resultados tão diferentes quando experimentadas. E, aos poucos, esse conhecimento pode deixar suas escolhas mais conscientes.


Para que serve a coloração pessoal na prática?


É aqui que a coloração pessoal deixa de ser apenas uma análise e começa a fazer sentido no dia a dia. Imagine entrar em uma loja e encontrar a mesma blusa em cinco cores. Antes de passar por esse processo, talvez a decisão fosse baseada apenas no gosto, na tendência ou no hábito de comprar sempre as mesmas tonalidades.


Conhecendo melhor suas cores, surge mais um critério para essa decisão e isso não elimina sua preferência pessoal, apenas acrescenta informação. A mesma lógica pode ser aplicada às cores que ficam próximas ao rosto, aos acessórios, à maquiagem, às armações de óculos e até a decisões relacionadas ao cabelo. Na prática, isso pode significar menos tentativa e erro.


E existe uma diferença importante entre ter muitas opções e saber escolher entre elas: quanto melhor você conhece aquilo que funciona para sua imagem, mais objetiva tende a ficar a decisão.


A coloração pessoal pode ajudar a comprar melhor?


Pode, desde que a cartela seja usada como orientação e não como motivo para comprar mais.

Esse ponto é importante porque existe uma reação bastante comum depois de descobrir a própria cartela de cores: olhar para o guarda-roupa e começar a enxergar tudo aquilo que está “fora dela”. E então surge a vontade de substituir, mas não precisa ser assim.


Na verdade, um dos usos mais interessantes da coloração pessoal é justamente ajudar a reduzir compras pouco estratégicas. Você começa a ter mais critérios para decidir entre duas peças parecidas, selecionar uma cor próxima ao rosto ou avaliar se aquela compra realmente acrescenta alguma coisa ao que já possui. Em vez de aumentar o guarda-roupa, a informação pode ajudar a torná-lo mais coerente.


Ter uma cartela significa usar somente aquelas cores?


Essa é uma das dúvidas mais comuns sobre coloração pessoal. E a resposta é: não. Descobrir quais cores tendem a favorecer suas características naturais não significa receber uma lista de cores permitidas e proibidas.


Você continuará gostando das mesmas cores que gostava antes da análise. Seu estilo não desaparece. Sua rotina não muda automaticamente. E aquela peça que você ama não precisa sair do armário porque não está representada exatamente na cartela.


O que muda é que agora existe informação para fazer escolhas e, quando necessário, criar estratégias. Uma cor que não é a mais favorável próxima ao rosto pode aparecer de outras maneiras na composição. Por isso, gosto de enxergar a cartela como uma ferramenta de orientação, não como uma regra.


É possível descobrir sua coloração pessoal sozinha?


Com a popularização da coloração pessoal, também aumentaram os testes, filtros, aplicativos e conteúdos que prometem descobrir uma cartela rapidamente e eu até acho compreensível querer testar.


O problema é que existem variáveis que podem interferir na percepção das cores, especialmente quando tentamos fazer essa avaliação por meio de fotografias ou telas. Isso não significa que você não possa começar a observar suas próprias características ou aprender mais sobre cores.

Significa apenas que observar não é necessariamente o mesmo que realizar uma análise técnica.


Coloração pessoal é sobre regras ou sobre escolhas?


Para mim, essa é a parte mais importante da conversa. A coloração pessoal pode oferecer informações extremamente úteis, mas informação só se torna estratégica quando conseguimos relacioná-la à pessoa que vai utilizá-la.


Seu estilo continua existindo, sua profissão continua fazendo parte das suas escolhas, sua rotina importa, assim como a imagem que você deseja comunicar também. E existem cores que carregam significados, memórias e preferências pessoais que nenhuma cartela deveria simplesmente apagar.


Por isso, descobrir suas cores não deveria fazer seu guarda-roupa parecer menor, deveria fazer suas possibilidades parecerem mais conscientes. Talvez, antes da análise, a pergunta fosse:

“Será que essa cor combina comigo?” Depois dela, podemos fazer uma pergunta muito mais interessante:“O que acontece quando eu uso essa cor e como quero usá-la?”


Essa mudança parece pequena, mas muda a relação com a cartela, porque coloração pessoal não precisa ser sobre obedecer às cores, também pode ser sobre conhecê-las melhor para escolher com mais intenção.


Quer descobrir como as cores funcionam em você?


A análise de coloração pessoal ajuda a transformar todas essas informações em escolhas mais práticas para a sua rotina. Mais do que descobrir uma cartela de cores, o objetivo é entender como utilizá-la de forma coerente com seu estilo, sua imagem e aquilo que você já tem no guarda-roupa. Conheça como funciona minha análise de coloração pessoal.

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